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Segurança da Informação: quais os impactos para instituições de ensino?

12/03/2020 Por Marketing Activesoft

Você tem a dimensão do prejuízo de imagem que um vazamento de dados pode provocar em uma instituição de ensino? Sem dúvida, é complicado ter uma noção exata sobre os danos que falhas na segurança da informação podem causar.

Por outro lado, uma instituição de ensino deve ter muito cuidado para não ser vítima de hackers, o que afetaria sua imagem negativamente. A credibilidade é algo muito difícil de ser conquistado, mas que pode ser perdida em pouco tempo por conta de um erro grave.

Este artigo destacará diversos aspectos para você planejar e aperfeiçoar a segurança de dados nas escolas e instituições de ensino superior, como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Confira!

Por que instituições de ensino precisam se preocupar com a segurança da informação?

Com o avanço tecnológico, o acúmulo de documentos em papel se tornou uma prática cada vez menos necessária. Muitas instituições de ensino optam por sistemas para armazenar informações relativas a matrículas e dados pessoais de estudantes, professores e demais colaboradores.

É importante destacar que o cuidado com essas informações é primordial para que a comunicação na gestão escolar seja feita de acordo com as melhores práticas. Além disso, é fundamental contar com sistemas robustos de administração do patrimônio e histórico dos alunos, mas, para tanto, é necessário haver investimentos para garantir a segurança da informação.

Por conta disso, muitos hackers aproveitam vulnerabilidades encontradas em instituições de ensino para aplicar golpes virtuais, com ransomware — que consiste em “sequestrar” informações das vítimas e devolvê-las após o pagamento de um resgate.

De acordo com uma pesquisa da Trend Micro, o Brasil é vice-campeão mundial em incidências de ransomware no mundo. Trata-se de uma posição que está longe de ser motivo de orgulho, porque revela como os hackers conseguem prejudicar empresas no território nacional.

Portanto, as organizações escolares precisam apostar nos documentos digitais para administrar melhor os dados e oferecer um atendimento mais ágil ao público-alvo. Mas isso deve ser acompanhado de um plano estruturado de segurança da informação.

Essa iniciativa não deve ficar apenas na teoria, porque, se não for colocada em prática, provocará prejuízos financeiros e de imagem para as instituições de ensino. Já pensou perder informações sobre o histórico escolar dos alunos? Trata-se de algo que não pode acontecer em hipótese nenhuma.

Quais as melhores práticas sobre segurança da informação?

Até aqui, você percebeu que a segurança de dados nas instituições de ensino deve estar entre as prioridades dos gestores. Para tanto, a equipe de Tecnologia da Informação tem um papel importante em conscientizar os líderes sobre o uso de sistemas em ambientes de cloud computing, também conhecido como computação na nuvem.

Trata-se do recurso que tem como objetivo fazer com que as empresas tenham mais flexibilidade e segurança com relação ao gerenciamento dos dados. Mas investir em equipamentos para armazenar e disponibilizar as informações corporativas é algo que exige muito dinheiro.

Caso uma instituição de ensino opte por um Data Center (central de dados), as despesas com a infraestrutura de TI são ainda maiores. Hoje, as companhias precisam focar no que é realmente necessário para se diferenciarem da concorrência.

Ainda, investir em algo que vai gerar mais riscos do que vantagens é desnecessário. Nesse caso, o melhor a ser feito é otimizar o uso dos recursos financeiros, apostando em empresas especializadas nos serviços de computação em nuvem.

Vantagens

Diversos são os benefícios de adotar a cloud computing. Um deles envolve o uso de softwares licenciados como serviço, em que os clientes pagam somente pela quantidade de licenças ativas. Dessa maneira, é possível minimizar os gastos com TI, o que é muito interessante para uma instituição de ensino.

Outra vantagem é contar com softwares atualizados e que oferecem um maior nível de segurança da informação. Muitos ataques virtuais ocorrem em virtude de empresas continuarem com sistemas mais antigos, que apresentam vulnerabilidades aproveitadas por cibercriminosos.

Ao adotar a computação em nuvem, uma instituição de ensino não precisa ficar preocupada com o gerenciamento de atualizações e de backups, por exemplo. Isso acontece, porque essas atividades passam a ser de responsabilidade do prestador de serviços. Assim, a instituição tem mais condições de administrar a equipe.

Para entender como a cloud computing pode fazer a diferença na interação entre os docentes, pense na seguinte situação: um grupo de professores está desenvolvendo um projeto multidisciplinar para tornar as aulas mais atraentes e melhorar o aprendizado. Com o uso da ferramenta, é possível que todos tenham acesso remotamente aos recursos de TI e a documentos ligados ao projeto.

Esse fator contribui para que a troca de ideias seja feita de maneira remota, o que minimiza a necessidade de reuniões e torna mais rápido o fluxo das atividades.

Backup

Também vale a pena destacar o papel do backup na nuvem. Trata-se de um recurso indispensável para a segurança dos dados na escola, porque preserva informações que podem ser alvo de ataques e falhas operacionais relacionadas com a infraestrutura de TI.

Esse serviço é estruturado para uma empresa ter cópias das informações de várias máquinas em um único lugar, o que centraliza a gestão e o armazenamento dos backups. Logo, é necessário que as instituições de ensino tenham maior consciência de como usar os recursos de segurança da informação.

A computação em nuvem é uma alternativa que facilita bastante o trabalho dos gestores de TI. A tendência é que esse recurso seja cada vez mais utilizado pelas companhias. Prova disso é a pesquisa da IT Snapshot 2019, na qual 42% das empresas brasileiras já adota ou empregará esse modelo de gerenciamento de tecnologia da informação.

Garantia

Outro ponto importante é o fato do backup na nuvem ser muito eficaz para os dados de uma instituição de ensino estarem armazenados em um local seguro. Lembrando que as infraestruturas de cloud computing apresentam várias regras de segurança e de controle de acesso.

Nesse caso, o objetivo é diminuir, ao máximo, falhas virtuais e físicas nos ambientes onde ficam os equipamentos. A segurança da informação exige uma preocupação permanente e um grande profissionalismo para evitar problemas. Esse fator justifica contar com as melhores práticas de backup para os dados terem um elevado nível de disponibilidade.

Por meio do backup na nuvem, há maiores chances de reduzir as vulnerabilidades e proteger de forma mais consistente as informações de estudantes, pais e colaboradores. É um aspecto que merece ser analisado com muita atenção, porque a segurança de dados nas instituições de ensino deve estar baseada nas melhores práticas.

Ao contar com um ambiente seguro, a instituição de ensino pode adotar o backup para informações consideradas importantes, como matrículas, histórico escolar e pagamento das mensalidades. Isso contribui para que esses dados sejam preservados em casos que envolvam falhas de segurança ou problemas de hardware.

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Como a LGPD pode impactar na gestão de informações de uma instituição de ensino?

Além de conhecer boas práticas de segurança da informação, é válido assimilar o funcionamento da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), prevista para entrar em vigor em 2020.

Essa legislação se caracteriza por dar mais transparência na maneira como as instituições devem coletar, armazenar e compartilhar dados pessoais. Outro benefício importante foi proporcionar mais segurança às empresas e aos cidadãos sobre como as informações privadas devem ser gerenciadas.

Você deve estar se perguntando como a lei vai impactar as instituições de ensino. Nesse caso, há elementos que necessitam ser analisados com bastante atenção. O primeiro envolve a questão de separar os dados relativos aos estudantes menores de 12 anos dos que estão na faixa etária entre 12 e 18.

No caso dos menores de 12 anos, a LGPD recomenda que os dados sejam tratados apenas com o consentimento específico de um dos pais ou do responsável legal.

Com relação aos adolescentes, a instituição de ensino tem autorização para usar os dados relativos às atividades, mas não poderá armazenar informações pessoais sensíveis, sem a permissão dos pais. No caso dos alunos maiores de idade, eles têm liberdade para autorizar o uso das informações por conta própria.

Outro ponto a ser avaliado com muita atenção é estabelecer quais são as informações cruciais para a instituição e quais têm somente caráter suplementar. Certamente, essa diferenciação contribuirá para definir os dados que necessitarão de um consentimento expresso dos pais ou titulares.

Para exemplificar, pense na seguinte hipótese: uma instituição de ensino promove uma ação de marketing explorando dados de perfis dos alunos nas redes sociais. Nessa situação, é imprescindível que haja uma autorização dos responsáveis ou titulares.

Punições

A LGPD apresenta 3 sanções que podem ser aplicadas às instituições de ensino:

  • advertência formal;
  • bloqueio das informações pessoais relacionadas à infração;
  • multas que podem alcançar 2% do faturamento da empresa, respeitando o limite de R$ 50 milhões por infração.

As infrações mais comuns englobam o vazamento de dados, principalmente os mais sensíveis, como os ligados a fatores políticos, religiosos, partidários e de saúde dos estudantes. Esse aspecto confirma que qualquer software de gestão educacional deve ser analisado, com base nos requisitos de segurança da informação.

Como se precaver contra os riscos?

A LGPD e as formas de comunicação na gestão escolar são elementos que merecem ser observados para o que tratamento das informações dos alunos sigam as boas prática e minimizem as chances de vazamento.

Sendo assim, é válida a criação de regras específicas, de acordo com o ambiente na instituição de ensino. No caso dos laboratórios de informática, por exemplo, é necessário regular o uso de dispositivos USB para reduzir consideravelmente os riscos dos equipamentos serem contaminados por vírus.

Ainda, deve haver um maior incentivo para os arquivos serem salvos na nuvem, porque isso minimiza o uso de pen drives. Outra prática indicada é a divisão da estrutura de TI da instituição em redes isoladas. Mas para essa ação obter bons resultados, o monitoramento e as manutenções preventivas devem ser realizados de forma planejada e por profissionais qualificados.

O ideal é que o ambiente acadêmico seja separado do administrativo. Contudo, ambos precisam contar com mecanismos de segurança da informação, como antivírus, firewall, sistemas de monitoramento etc.

Treinamento e campanhas

A comunicação na gestão escolar tem um papel muito importante para a preservação das informações das instituições. Logo, é necessário que todos sejam devidamente comunicados sobre os riscos ligados a vazamento de dados e quais ações recomendadas para evitar incidentes.

A segurança de dados na instituição de ensino é algo que deve ser debatido periodicamente. Por isso, é indispensável a realização de campanhas anuais voltadas para estudantes, professores e colaboradores para minimizar eventuais problemas provocados por falhas na preservação das informações institucionais.

Afinal, um simples clique em link de um e-mail, por exemplo, pode provocar sérios danos à rede da instituição de ensino. Logo, mesmo que essa informação seja de conhecimento de muitas pessoas, reforçá-la é relevante para evitar problemas causados por cibercriminosos.

Na maioria dos casos, mesmo que não haja intenção, os colaboradores podem, por falta de atenção, permitir que hackers explorem as vulnerabilidades em uma rede. Assim, com capacitações periódicas, é muito mais fácil prevenir essa situação.

Equipamentos de ponta

A dica aqui é: evite utilizar equipamentos que não estejam atualizados. O ideal é investir em versões atuais e robustas para garantir a segurança da informação da instituição escolar. Essa iniciativa deve ser adotada porque os hackers estão empregando técnicas cada vez mais sofisticadas, o que exige uma infraestrutura de TI mais preparada para combater ataques virtuais.

Nesse caso, o uso de firewalls de aplicação web permitem um suporte nativo e atualizado de forma periódica. Esse recurso também é essencial para os sistemas apresentarem um alto nível de disponibilidade para os alunos, o que contribui positivamente para o aprendizado.

Caso seja usado por um profissional de TI devidamente qualificado, essa modalidade de firewall ajuda bastante no gerenciamento da segurança da informação e proporciona mais tranquilidade para a equipe atuar de maneira estratégica.

Documentação de falhas e vulnerabilidades

Não basta monitorar a rede e combater eventuais incidentes. É fundamental que haja um foco em documentar os problemas enfrentados para manter a segurança dos dados de uma instituição de ensino.

Dessa maneira, é possível fazer um mapeamento perfeito das atividades necessárias para reduzir drasticamente as possibilidades de vazamento de informações de uma empresa.

Independentemente da instituição, a segurança da informação tem um papel estratégico. Isso porque disponibiliza recursos valiosos para aperfeiçoar não apenas a gestão da instituição, mas também para facilitar o acesso dos alunos a conteúdos essenciais ao aprendizado.

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